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Com uma carreira consagrada à frente de algumas das principais empresas de energia de São Paulo – como a CPFL, que presidiu de 2000 a 2016; e a Cesp, onde foi de estagiário a diretor – o engenheiro paulistano Wilson Ferreira Junior assumiu há dois anos e meio, o que considera o maior desafio da sua carreira: a presidência da Eletrobras. Nos últimos 30 meses, o executivo vem escrevendo novos capítulos da estatal elétrica que vivia sua pior crise em mais de cinco décadas de existência. E resultados expressivos já fazem parte desta história.

Em julho de 2016, Wilson Ferreira Junior deparou-se com mais de R$ 30 bilhões de prejuízo acumulados em quatro anos, obras em atraso, fraquezas materiais nos controles da empresa e uma dívida bruta de R$ 45,5 bilhões. Responsável por cerca de um terço da geração de energia do país e por metade do sistema de transmissão que interliga todas as regiões do Brasil, a companhia exigia mudanças profundas e rápidas.

“Como presidente da Eletrobras, assumi um compromisso fundamental com a mudança. Era preciso reestruturar a companhia. E assim o fizemos. Com toda a experiência técnica do nosso corpo de profissionais, entramos em campo para fazer da maior empresa de energia da América Latina também a melhor e a mais eficiente de todas”, afirma.

A “excelência sustentável” foi o mote de um amplo programa de reestruturação da companhia, materializado no Plano Diretor de Negócios e Gestão das Empresas Eletrobras, com estratégias e iniciativas pautadas nos pilares governança e conformidade; disciplina financeira; e excelência operacional.  “Graças a essas iniciativas, conseguimos sair de um valor de mercado de R$ 9 bilhões, em 2015, para mais de R$ 36 bilhões, em 2018”, observa.

Em termos de excelência operacional, a centralização das atividades administrativas em um centro de serviços compartilhados e a implementação de um sistema unificado de informação proporcionaram padronização e otimização de processos, com consequente redução de gastos de pessoal, material, serviços e outras despesas. Juntos, os dois projetos geram economia anual estimada em R$ 723 milhões.

A redução de 758 funções gratificadas levou a uma economia anual de R$ 74,360 milhões; enquanto desligamentos voluntários de empregados promoveram uma economia adicional de R$ 1,086 bilhão. Importantes obras foram concluídas, com destaque para a usina de Belo Monte, que, a partir de março, será a maior usina exclusivamente brasileira, ultrapassando Tucuruí. “Não temos nenhum parque eólico ou solar que não tenha sido conectado ao sistema e 90% dos atrasos em obras foram eliminados”, destaca.

A disciplina financeira também recebeu atenção especial do CEO, que teve como foco a redução do endividamento da companhia. Neste contexto, também foram de suma importância as decisões de venda de empresas de distribuição deficitárias – o que trará ao consumidor melhores serviços e menores tarifas – e de venda de participações minoritárias em sociedades de propósito específico – o que destinou R$ 1,3 bilhão à companhia. Além disso, pela primeira vez em sua história, o escritório central da Eletrobras no Rio de Janeiro está agora concentrado em um único prédio, gerando economia de mais de R$ 2 milhões mensais com custos de aluguel.

O executivo explica que foi fundamental o alicerce da Lei das Estatais para a realização de importantes mudanças na governança da empresa. Wilson destaca ainda a atuação da Diretoria de Conformidade da Eletrobras, que atualizou o Código de Ética e de Conduta da companhia e implementou um canal de denúncias externo. Com a adequação a boas práticas, a Eletrobras eliminou 85% das suas fraquezas materiais e está próxima da meta de zerá-las, reduzindo os riscos críticos e proporcionando maior confiabilidade aos seus resultados.

Segundo Wilson Ferreira Junior, todas essas ações buscam preparar a companhia para o futuro, tornando-a capaz de competir em condições de igualdade com os grandes grupos do setor elétrico mundial. “Acreditamos que eficiência e transparência são valores fundamentais para elevar nossa credibilidade junto a investidores, parceiros, acionistas, colaboradores e sociedade brasileira. Somos uma empresa global, comprometida com o futuro do planeta e com o crescimento sustentável do país”, define o presidente da Eletrobras.

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