
Intérpretes de Libras garantem acessibilidade e participação plena da comunidade surda
Parceria com o ICOM proporcionou tradução simultânea em Libras durante todo o evento
Mais uma vez, o encontro de agentes públicos e privados reforça sua preocupação com a acessibilidade ao oferecer tradução simultânea em Língua Brasileira de Sinais (Libras) em todos os seus painéis e atividades. A iniciativa foi possível graças à parceria com o ICOM, Plataforma de Atendimento em Língua de Sinais, tornando o encontro plenamente acessível à comunidade surda.
Mais do que um recurso técnico, a tradução em Libras foi tratada como um elemento central de inclusão. Intérpretes especializados acompanharam as atividades de forma contínua e visível, assegurando que participantes surdos pudessem ter acesso integral aos conteúdos, discussões e debates. Essa postura reafirma que a acessibilidade é um direito e não um favor, e que a comunicação deve abranger todas as pessoas, independentemente de suas condições auditivas.
Durante o evento, a valorização da cultura surda foi simbolizada pela atribuição de nomes em sinais a líderes e integrantes da equipe. Silvia Melo recebeu um sinal que combina a letra “S” com um movimento que remete à sua franja, enquanto Sebastião Misiara foi representado pela letra “M” unida ao sinal de “árabe”, em referência à sua ascendência. O gesto, conduzido pelas intérpretes Jullie Lima e Michelly Tergolino, reforçou o respeito à identidade e à expressão cultural da comunidade surda.
Os membros da equipe Conexidades também ganharam seus próprios sinais, criados a partir de características individuais. Essa prática, comum na cultura surda, funciona como uma “assinatura gestual” única e personalizada, fortalecendo vínculos e o sentimento de pertencimento.
Ao integrar a Libras de forma efetiva e celebrá-la como expressão cultural, o Conexidades reafirma seu compromisso com um espaço plural, inclusivo e representativo, inspirando outros eventos a adotarem práticas semelhantes.