Ministro esclarece sobre a relação entre Governança, IA e Clima durante o Conexidades
Governança Responsável: Entre A Inteligência Artificial E As Mudanças Climáticas foi tema de painel no Conexidades hoje. A apresentação foi feita por Augusto Nardes, Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Comporam a mesa também Fernando Henrique Capato, Prefeito de Holambra e Miguel Esperança, Vice-Prefeito de Holambra.
Fernando Capato fez as saudações iniciais e destacou como é importante o público buscar conhecimento, principalmente aqueles que estão em primeiro mandato. A seguir, Augusto Nardes iniciou suas considerações. O Ministro afirma que, para entregar resultado, tem que ter governança e que é importante considerar a Inteligência Artificial e a sustentabilidade, essa última através do Produto Interno Verde. Esse índice visa incorporar as variáveis ambientais e sociais no cálculo do crescimento econômico de um país e, de acordo com o Ministro, ajuda a avaliar o que pode ser trabalhado na questão ambiental. Ele lembra ainda que é necessário cuidar de recursos como a água, bem tão vital, e que a maneira de conseguir isso é através de governança.
“Sem centro de governo, o país não tem futuro”, afirma Nardes, explicando que os governantes têm que tomar decisões diárias e, por esse motivo, é necessário ter um comitê de análise de risco que os auxiliem. Ele alerta que, se as equipes não forem bem preparadas, há risco de quebrar o município, o Estado e o país. “Precisa analisar e ter indicadores para não tomar decisões erradas”, justifica. Nardes afirma que o político tem que tomar decisões assertivas, pois quando toma decisões erradas prejudica todos do país.
“Quem planta governança, entrega resultado”, declara. Sem ela, não há resultados em áreas como educação e saúde. As ferramentas fundamentais da governança são avaliação de risco, transparência e integridade. “Se não tem transparência, as pessoas não acreditam e por isso precisa ter indicadores”, completa.
Outra questão abordada foi a Previdência. O ministro alerta que, se continuar a atual situação, não haverá pessoas suficientes para contribuir com a Previdência, que já tem um alto déficit. Seria necessário um crescimento do PIB para continuar com o benefício. “Para melhorar a competitividade, a governança é a base que permeia tudo isso, faz a intermediação para gastar racionalmente o dinheiro do povo brasileiro”, pondera.
Sobre as questões ambientais, o painelista explicou que o planeta vive um momento crítico devido aos desafios ambientais. A tendência é que a situação piore cada vez mais, especialmente diante da instabilidade climática crescente. Diante desse cenário, é fundamental buscar novas alternativas que permitam enfrentar os riscos e tomar decisões mais assertivas. A gestão de risco se torna indispensável, pois sem ela, decisões políticas podem gerar compromissos que depois não terão como ser cumpridos, como ocorre quando um prefeito assina um projeto sem dispor de recursos para executá-lo.
Para que a gestão pública funcione, é necessário contar com um bom centro de governo e com uma equipe técnica qualificada. Não se pode esperar que apenas a experiência do prefeito seja suficiente: ainda que um gestor experiente erre menos, será sempre com o apoio de um grupo de trabalho eficiente que ele terá maiores chances de acertar. “Tem que ter um bom controle interno. Com um bom controle interno, você sabe o que está acontecendo”, defende, dizendo ainda que é necessário ter governança nas compras, por exemplo. “A função do vereador é fiscalizar o prefeito para ele não cometer erros”, lembra, destacando que o diálogo é fundamental.
Sobre a Inteligência Artificial, o Ministro afirmou que ela é a soma da inteligência de todos os indivíduos do planeta. A governança e a ética no uso da IA tornam-se pontos centrais nesse debate. A robotização já é realidade em vários países há décadas — desde os anos 1980, indústrias como a Toyota utilizam processos automatizados em larga escala. Hoje, as chamadas cidades inteligentes buscam eficiência por meio da tecnologia, mas isso exige atenção redobrada para garantir que a inovação seja aplicada com responsabilidade.
Já a governança do clima é um projeto sonhado há muito tempo pelo Ministro e tem impacto direto no desenvolvimento sustentável. Ele menciona um projeto em implementação em Joinville que visa transformar o lixo em energia como exemplo.
Na Amazônia, por sua vez, foram criadas auditorias coordenadas para monitorar mais de 1.120 áreas de reserva. Através desse projeto, o Brasil passou a comandar uma auditoria mundial de clima.
“A governança busca eficiência, eficácia e efetividade”, afirma Nardes, lembrando que também é um recurso para diminuir desvios e fraudes.
O 8º CONEXIDADES é apresentado por Multiplicidades e UVESP, com correalização da Prefeitura Municipal de Holambra. Conta com o patrocínio de OM30, Mêntore Bank, Grupo Wolf, CREFITO-3, Águas de Holambra, PRODESP, SEBRAE, SERPRO E SABESP. Tem o copatrocínio da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal – Brasil: União e Reconstrução. Recebe apoio educacional do SENAC, da FDE e da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, além do apoio do Governo do Estado de São Paulo, do Banco do Brasil e do Governo Federal – Brasil: União e Reconstrução.
