Soluções para mandatos eficientes no Conexidades 2025

Na tarde desta sexta-feira (8), o Conexidades abordou o tema Planejamento Estratégico para mandatos eficientes em um painel que procurou debater estratégias e soluções para transformar mandatos em resultados reais, do planejamento à entrega.

O programa contou com a participação de Rodrigo Garcia, Governador de São Paulo (2022-2023), além de: Marco Vinholi, Diretor Técnico do SEBRAE-SP, Wilsinho Pedroso, consultor político, Fernando Capato, Prefeito de Holambra, Thiago Auricchio, Deputado Estadual, Luis Henrique Moreira, Prefeito de Jales e Presidente da AMA, Rubens Figueiredo, cientista político, Francisco Tirola da Rede Vida, Ex-Prefeito Fernando Cury, Deputada Maria Lúcia Amary e Cido Urso, Presidente da Câmara de Holambra.

Abrindo o painel, Sebastião Misiara, Presidente do Conselho Gestor da UVESP, exaltou a carreira política do Rodrigo Garcia, que passou por diversos cargos na política paulista. “Começou cedo, mas sempre com uma missão mirando o futuro, sabendo que é preciso pensar globalmente para agir localmente”.

Rodrigo Garcia iniciou sua fala destacando a relevância do evento, especialmente neste ano desafiador. Ele ressaltou que os quatro anos de mandato são curtos, e que cada dia conta quando se trata de atender às expectativas da população. “Naturalmente, a população não vê o processo, não vê a história, ela quer o resultado. Ela escolheu homens e mulheres para ter o resultado”, afirmou.

Garcia mencionou que a relação público-privada evoluiu ao longo dos últimos 20 anos, o que tem permitido novas parcerias que impactam diretamente o sucesso das gestões. Além disso, reforçou a importância do primeiro ano de mandato para o estabelecimento de metas claras, lembrando que “o prefeito não é aquele que gerencia, é aquele que lidera, que inspira”. Para ele, a base de uma gestão eficiente começa com o planejamento: “É fundamental a gente planejar, pactuar com a sociedade, estabelecer metas objetivas e monitorar”.

O palestrante também falou sobre o patriotismo e o crescente envolvimento da população com a vida pública nos últimos anos, afirmando que “ano que vem talvez seja a grande oportunidade do Brasil escolher o que quer para o seu futuro”. Ele destacou ainda os desafios do Brasil, um país com grandes desigualdades, comparando-o a sete Brasis distintos. “Nós temos muitos desafios e temos escolhas muito importantes a serem feitas”, disse.

Por fim, o vice-governador se colocou à disposição, independentemente de estar ou não ocupando um cargo público: “se o nosso conjunto da sociedade não estiver bem, dificilmente a gente estará bem”.

Marco Vinholi, que atuou como mediador do painel, refletiu que “o bom vento ajuda aquele que sabe onde quer chegar. E o planejamento muitas vezes é visto na política como algo completamente distante”.

Rubens Figueiredo, por sua vez, abordou o tema da polarização e a importância de uma gestão pública eficiente, destacando algumas características essenciais para o sucesso de um governo. O cientista político definiu a eficiência técnica, com foco no orçamento per capita, como um dos pilares fundamentais para a gestão pública. No entanto, ele também salientou a relevância da eficiência simbólica, explicando que “a população tem que entender que você fez um bom governo”.

Segundo Figueiredo, é necessário que os gestores públicos tenham critérios bem definidos e se preocupem com a percepção pública de sua administração. “A gente precisa ter critérios e se preocupar muito com essa questão simbólica”, afirmou. Ele também compartilhou uma reflexão importante, destacando que nem sempre um bom administrador técnico consegue uma avaliação pública positiva, de acordo com estudos realizados por ele.

Luis Henrique Moreira reforçou a importância de um mandato eficiente que realmente compreenda a população e se dedique a atender seus anseios e necessidades. Ele mencionou um exemplo de sucesso em sua cidade, onde a administração se concentrou em identificar as expectativas dos cidadãos e trabalhar de forma efetiva para entregar os resultados desejados.

Segundo Moreira, “nós, enquanto poder público, temos o dever, a missão e a responsabilidade de melhorar a vida da população. Nós fomos eleitos para isso”, enfatizando que a gestão pública deve atuar de maneira abrangente, seja no social, no transporte, na mobilidade urbana ou em qualquer outro setor.

Ele também abordou a necessidade de adotar medidas impopulares quando necessário, lembrando que muitas dessas decisões podem ter um impacto positivo no futuro. O Prefeito de Jales e Presidente da AMA afirmou que projetos bem executados, que atendem às expectativas da população, resultam em engajamento orgânico por parte dos cidadãos. Por outro lado, o mau atendimento leva inevitavelmente à rejeição.

Ao concluir, ele frisou que a reeleição é uma clara demonstração de que o trabalho foi bem realizado e reconhecido pela população. Em seu município, Moreira foi reeleito com impressionantes 90% dos votos, o que, segundo ele, é a prova de que a gestão foi bem-sucedida.

 Wilsinho Pedroso finalizou o painel ressaltando a crescente importância das redes sociais no cenário político atual. Para ele, “a briga é muito ruim, não traz nada de importante para nós”, refletindo sobre a polarização que muitas vezes prevalece nas discussões públicas hoje. Pedroso também destacou que quem não está presente nas redes sociais “está perdendo tempo”, reconhecendo o espaço cada vez maior que as plataformas digitais têm ocupado na comunicação política.

Além disso, ele enfatizou que as redes sociais não devem ser tratadas como uma simples ferramenta de panfletagem durante campanhas eleitorais. “Não adianta você tratar as redes sociais como se fosse uma panfletagem em eleição, você tem que se estruturar, tem que ter estratégia, tem que ter algo de conexão com as pessoas”.

O 8º CONEXIDADES é apresentado por Multiplicidades e UVESP, com correalização da Prefeitura Municipal de Holambra. Conta com o patrocínio de OM30, Mêntore Bank, Grupo Wolf, CREFITO-3, Águas de Holambra, PRODESP, SEBRAE, SERPRO E SABESP. Tem o copatrocínio da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal – Brasil: União e Reconstrução. Recebe apoio educacional do SENAC, da FDE e da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, além do apoio do Governo do Estado de São Paulo, do Banco do Brasil e do Governo Federal – Brasil: União e Reconstrução.