Consórcio Três Rios se destaca na integração regional e na preservação ambiental

Iniciativas fortalecem representatividade política e garantem avanços sustentáveis

O Consórcio Intermunicipal Três Rios, presidido pelo prefeito de Taubaté, Sérgio Victor, reúne atualmente 23 municípios do Vale do Paraíba e Litoral Norte, representando mais de 1,8 milhão de habitantes. Criado como uma associação pública de direito público interno, o consórcio busca viabilizar projetos e serviços de interesse comum que dificilmente seriam alcançados isoladamente por cada município.

Com atuação multifinalitária, é responsável por iniciativas em diferentes áreas, como zeladoria, sinalização viária, inspeção de produtos de origem animal e, sobretudo, o pioneiro projeto de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), batizado de Vale Mais Verde. Essa amplitude de ações transforma o consórcio em uma ferramenta estratégica para a gestão regional, promovendo tanto ganhos econômicos quanto sociais e ambientais.

Serviços compartilhados

Na área urbana, o consórcio disponibiliza serviços de zeladoria, como roçada, jardinagem e pintura, atendendo às demandas cotidianas dos municípios. Outro destaque é o caminhão equipado com mão de obra especializada para a sinalização viária horizontal, um recurso fundamental para a segurança no trânsito.

Na área de saúde e alimentação, o consórcio atua por meio do Selo de Inspeção Municipal (SIM). A ação garante que produtos de origem animal sejam comercializados de forma segura e legal, beneficiando tanto consumidores quanto pequenos empreendedores.

Esse trabalho é reforçado pelo ingresso ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISB), que está sendo implementado neste mês de setembro, visando ampliar ainda mais a capacidade de comercialização dos produtores locais.

Cooperação e desafios

Para o secretário Executivo, Victor Miranda, a força do consórcio está na integração dos municípios. “A união dos municípios amplia a força política da região, pois transforma demandas locais em pautas coletivas. Isso garante maior poder de negociação junto aos governos Estadual e Federal, além de dar mais visibilidade às necessidades comuns. Em vez de cada município agir isoladamente, o consórcio constrói uma voz única, fortalecendo a representatividade e ampliando as chances de conquistar recursos, projetos e políticas públicas”.

No entanto, a diversidade de perfis entre os 23 municípios traz desafios. “Conciliar diferentes realidades exige planejamento e diálogo constante. O desafio é garantir que todos se sintam contemplados, evitando que municípios maiores ou menores tenham protagonismo desigual”, ressalta.

Miranda também destaca a importância do PSA: “trouxe impactos significativos, como a preservação de nascentes, a recuperação de áreas degradadas, o fortalecimento da consciência ambiental, a valorização da propriedade rural e a geração de renda aos produtores rurais . Os resultados mais visíveis são a melhoria da qualidade da água, a redução de erosões e a valorização do papel dos agricultores como parceiros na conservação ambiental”. Segundo ele, o próximo passo é expandir o PSA para mais propriedades, aumentar os incentivos e consolidar parcerias que garantam a sustentabilidade financeira do programa a longo prazo.

Projeto Vale Mais Verde

O principal destaque da atuação do consórcio está na execução do projeto  PSA Refloresta-
SP – Vale Mais Verde
, financiado pelo Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição (Fecop) e coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil). A iniciativa prevê a restauração de 1.300 hectares no Vale do Paraíba, aliando conservação ambiental e fortalecimento da agricultura sustentável.

O consórcio é responsável por operacionalizar o programa, desde a publicação dos editais de chamamento para produtores rurais até a formalização de contratos, assistência técnica e monitoramento das práticas implementadas. Em menos de um ano, já foram firmados 116 contratos, com repasses de R$ 8,7 milhões em pagamentos por serviços ambientais. Os agricultores contemplados recebem apoio financeiro para adotar sistemas agroflorestais e silvipastoris, além de conservar áreas nativas existentes.

De acordo com os planos de ação, cada produtor pode receber em média R$ 41,5 mil pela restauração de vegetação nativa com sistemas produtivos sustentáveis e R$ 12 mil pela conservação da vegetação já existente. Segundo avaliação técnica realizada após seis meses, 55 dos 59 planos iniciais já foram cumpridos integralmente, resultado que evidencia o engajamento da comunidade rural e a eficácia do modelo adotado.