
Nova categorização do Mapa do Turismo reforça critérios técnicos e integração municipal
Ministério do Turismo lança metodologia com 70 variáveis para redefinir papéis das cidades
O Ministério do Turismo apresentou oficialmente, durante o II Seminário Nacional de Regionalização do Turismo — realizado no Salão do Turismo 2025, no Distrito Anhembi, em São Paulo —, a nova categorização dos municípios integrantes do Mapa do Turismo Brasileiro, ferramenta estratégica que orienta políticas públicas, investimentos e ações voltadas ao desenvolvimento do setor. A nova metodologia pode ser conferida no site oficial (www.mapa.turismo.gov.br) e passa a valer em todo o país, refletindo uma mudança significativa na forma como o turismo é medido e planejado nas cidades brasileiras.
O projeto foi desenvolvido em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada IPEA e contou com mais de um ano de estudos e análises. As equipes definiram, testaram e validaram uma série de variáveis capazes de traduzir, com mais precisão, o peso e o impacto da atividade turística na economia local. O resultado foi a criação de uma nova metodologia, baseada em indicadores técnicos e nas diretrizes estabelecidas pela Lei Geral do Turismo e pelo Plano Nacional do Turismo 2024–2027. Segundo o professor da USP e pesquisador colaborador do IPEA, Paulo Henrique Assis Feitosa, que apresentou a proposta no seminário, o objetivo é alcançar “mais precisão e menos distorção” na identificação dos municípios com real vocação turística. Segundo ele, a ferramenta ajudará os municípios a organizar recursos e planejar o desenvolvimento de forma mais eficiente.
Mais variáveis avaliadas
Até agora, a categorização era feita com base em apenas cinco variáveis econômicas: número de meios de hospedagem, empregos no setor, visitantes domésticos, visitantes internacionais e arrecadação de impostos federais da hotelaria. Com a atualização, o Ministério do Turismo amplia substancialmente a análise, que passa a considerar 70 variáveis distribuídas em dez dimensões que refletem a complexidade do turismo no território nacional. A nova metodologia inclui critérios relacionados à governança, recursos culturais e naturais, oferta de serviços turísticos, infraestrutura de transporte, estrutura econômica, especialização turística, conectividade digital, segurança, saúde e demanda pelo destino.
Essa reformulação amplia a visão sobre o desempenho e o potencial de cada município. Ao considerar indicadores como capacidade hospitalar, índices de segurança pública e cobertura de internet, o Mapa do Turismo passa a retratar o turismo não apenas como um setor econômico isolado, mas como um fenômeno integrado a outras áreas fundamentais do desenvolvimento. A expectativa é que o novo modelo permitirá um diagnóstico mais realista e a definição de estratégias específicas para cada tipo de cidade, tornando o planejamento mais eficiente e inclusivo.
Até agora, a categorização era feita com base em apenas cinco variáveis econômicas: número de meios de hospedagem, empregos no setor, visitantes domésticos, visitantes internacionais e arrecadação de impostos federais da hotelaria. Com a atualização, o Ministério do Turismo amplia substancialmente a análise, que passa a considerar 70 variáveis distribuídas em dez dimensões que refletem a complexidade do turismo no território nacional. A nova metodologia inclui critérios relacionados à governança, recursos culturais e naturais, oferta de serviços turísticos, infraestrutura de transporte, estrutura econômica, especialização turística, conectividade digital, segurança, saúde e demanda pelo destino.
Essa reformulação amplia a visão sobre o desempenho e o potencial de cada município. Ao considerar indicadores como capacidade hospitalar, índices de segurança pública e cobertura de internet, o Mapa do Turismo passa a retratar o turismo não apenas como um setor econômico isolado, mas como um fenômeno integrado a outras áreas fundamentais do desenvolvimento. A expectativa é que o novo modelo permitirá um diagnóstico mais realista e a definição de estratégias específicas para cada tipo de cidade, tornando o planejamento mais eficiente e inclusivo.
Benefícios para o setor
Segundo o Ministério do Turismo, estar presente no Mapa garante aos municípios maior integração com o Ministério, possibilitando a captação de recursos, a participação em programas e ações específicas do setor, além do acesso a políticas de promoção, capacitação e desenvolvimento que fortalecem a atividade turística local.
Outra novidade apresentada pelo MTur no Seminário paulista foi a criação de um sistema de apoio para auxiliar prefeituras e governanças na elaboração de planos municipais de turismo, novidade que deve ser incorporada até novembro. “É através do plano municipal que o ministério vai identificar metas e definir os valores de custeio que cada município poderá receber”, afirmou Ana Carla Moura, coordenadora-geral de Definição de Áreas Estratégicas para o Desenvolvimento do Turismo do MTur durante o evento.
Outra mudança importante é a nova forma de categorização dos municípios. A antiga divisão por letras — de A a E — foi substituída por uma classificação funcional em três categorias: município turístico, município com oferta turística complementar e município de apoio ao turismo. O primeiro grupo reúne as cidades que concentram os maiores fluxos de visitantes, principais atrativos e serviços da região. O segundo abrange municípios que possuem atrativos e estruturas complementares, capazes de ampliar a experiência dos visitantes. Já o terceiro engloba localidades que, mesmo sem grande fluxo turístico, têm papel essencial no apoio à atividade, oferecendo mão de obra, serviços e produtos que fortalecem a cadeia do turismo regional.