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O primeiro marco legal da história do Brasil voltado para a formação de leitores foi sancionada no início de julho.

A Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE) recebeu o número 13.696, e foi assinada pelo presidente Michel Temer, no dia 13 de julho.

“A Lei é uma estratégia permanente para promover o livro, a leitura, a escrita, a literatura e as bibliotecas de acesso público no Brasil e nela está o reconhecimento da leitura e da escrita como um direito, a fim de possibilitar a todos, inclusive por meios de incentivo à leitura, as condições para exercer plenamente a cidadania, para viver uma vida digna e para contribuir com a construção de uma sociedade mais justa”, diz a justificativa.

Essa lei deve ser implementada pelos ministérios da Educação e da Cultura, em conjunto com estados e municípios, e prevê a criação, a cada 10 anos, de um Plano Nacional de Livro e Leitura, com metas estabelecidas a partir do novo texto.

Entre eles, e a Uvesp entra em campanha para isso, estão a democratização do acesso ao livro por meio de bibliotecas, o fomento da formação de mediadores de leitura , e o desenvolvimento da economia do livro para estimulo à produção intelectual e à economia nacional.

“A lei não foi elaborada por uma pessoa específica, ela é fruto de um trabalho fundamental que vem de dezenas de anos, pelo menos desde Mário de Andrade, diz José Castilho Marques Neto, principal formulador do novo texto e líder político no longo processo de diálogo com setores da educação, da cadeia do livro e do governo”.

Politicamente, a lei significa muito pelo fato de o País ainda ter baixos índices de leitura. Os dados para a confirmação é da senadora Fátima Bezerra, citando a Pesquisa Retratos da Leitura de 2016, que apontava que 44% dos brasileiros não são leitores.

A Uvesp convidou a jornalista Débora Venturini, especializada em cultura e educação, para organizar um projeto (conforme editorial, à pág. 02) para fomentar junto aos vereadores e prefeitos, a necessidade de ampliar o trabalho em torno das bibliotecas públicas.

Professores ouvidos pelo Jornal do Interior, admitem que o gosto pela leitura e escrita, tem um “inimigo”, as redes sociais. “As crianças precisam ter limites, observo, ás vezes, que os país não dão limites, não porque não querem, mas, sim, porque não sabem”, diz a pediatra mineira Filomena Camilo do Vale, especialista em temas como o de que a tecnologia leva, silenciosamente, perigos para dentro de casa. A vereadora Beth Chedid, presidente da Câmara de Bragança Paulista, comenta que as crianças para aprenderem a ter boa escrita e ter gosto pela leitura, “precisam ter limites no uso das redes sociais”

A pediatra mineira diz que “a preocupação é quanto ao adulto que a criança será e, portanto a atenção que precisamos ter na construção da criança. Quando se recebe um filho, recebese um mistério. A família precisa trabalhar na sua construção. Tudo o que se deseja é que seja uma pessoa inteira, uma pessoa de equilíbrio, que seja um bom cidadão, que saiba viver as dificuldades da vida e que tenha consciência daquilo que é”.

A prefeita Simone Marchetto, de Itapetininga, concorda com a manifestação da pediatra e adota como prioridade em sua cidade, a Educação e Cultura. “Penso que a formação da criança é fundamental para termos um cidadão consciente e responsável para a construção do País dos nossos sonhos”.

 

Redação • imprensa@uvesp.com.br
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